
Adriano, o Imperador está de volta ao Flamengo. Ou pelo menos pretende voltar, se as lesões e o condicionamento físico assim permitirem. Será a terceira passagem de Adriano pelo clube que o revelou e do qual sempre sai dizendo que vai voltar. Porém, não é só o fato de voltar ao Flamengo que constitui a falsa novidade, mas as circunstâncias eternas que rondam a vida e a carreira do Imperador: dificuldade em retomar a forma física ideal, de perder peso, de ser um jogador profissional com pê maiúsculo.
A história de Adriano remonta a de vários outros craques que ficaram pelo caminho. Muitos não tiveram a aparentemente infindável série de oportunidades que são oferecidas ao agora novamente jogador rubro-negro. São inúmeros os relatos que contam sobre grandes jogadores do passado que terminam suas vidas no mais completo ostracismo e, às vezes, em grande penúria econômica e moral.
Não é o que desejo para Adriano, claro. Nem é o que necessariamente vai ocorrer com ele. Até porque, incrivelmente, o craque tem a sorte de, pelo menos até agora, ter contado com a benevolência paternalista do Flamengo em lhe dar sempre novas chances para reescrever sua trajetória. Aliás, de certa forma, é dessa estrutura amadora-paternalista que atletas de comportamento profissional alternativo - para não dizer irresponsáveis mesmo - se valem para prolongar carreiras que na prática parecem já ter terminado.
Espero realmente que Adriano se reinvente, que estabeleça um ponto de inflexão no quadro que se desenha para seu futuro. Ou então será mais um daqueles craques...
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